ABRADEMI 15 anos
Em julho de 1979 foi formada a Comissão de Exposição de Quadrinhos na Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa (Bunkyo), com o objetivo de realizar uma exposição anual na entidade. A primeira foi realizada em 1980, e depois de três exposições, o então presidente do Bunkyo, Masuichi Omi, sugeriu a ideia de criar uma associação, que além das exposições, ministrasse cursos, debates e divulgasse o mangá como cultura japonesa.
Assim, em 3 de fevereiro de 1984, numa assembleia realizada no Bunkyo, foi fundada a Associação Brasileira de Desenhistas de Mangá e Ilustrações – ABRADEMI, com sede na rua Conde de Sarzedas, 28 – Liberdade.
Da primeira diretoria participaram profissionais como Roberto Kussumoto, Nelson Kurokawa, Michio Yamashita, Roberto Higa e Ataide Braz; estudiosos como a profa. Dra. Sonia Bibe Luyten da USP, autora de livros sobre quadrinhos e mangá; a escritora e tradutora Mitsuko Kawai (falecida no ano passado); a tradutora Sumire Misawa; e o jornalista Noriyuki Sato, além de jovens que se destacariam depois, como a ilustradora Naomi Kuroda e a atual presidente Cristiane Akune, que escreve regularmente em jornais e revistas, além de traduzir e produzir Ranma ½.
Um mês após a fundação da Abrademi, a profa. Sonia Luyten foi contratada como professora pela Universidade de Línguas Estrangeiras de Osaka, indo morar no Japão. Ela passou a atuar como diretora internacional.
A Abrademi iniciou os cursos rápidos aos domingos no Bunkyo, que eram sempre seguidos de reunião. Os cursos continuaram e acabaram se tornando uma das atividades mais importantes.
Em setembro do mesmo ano, o desenhista Osamu Tezuka visitou o Brasil a convite da Fundação Japão, e a Abrademi realizou uma grande exposição no MASP de quadrinhos desenhados por brasileiros, contando com a presença honrosa de Tezuka, que também ministrou uma aula de mangá especialmente para os associados da Abrademi.
A partir de então, a Abrademi não parou mais. Realizou o primeiro debate com dois desenhistas japoneses que estiveram no Brasil e organizou a primeira mostra de animê do Brasil, também no Bunkyo, com o salão completamente lotado. Naquela época, o animê era novidade, por isso vieram muitas pessoas de outros estados, geralmente desenhistas profissionais, que queriam conhecer o traço japonês.
A Abrademi lançou o primeiro fanzine de mangá do Brasil. Clube do Mangá, que publicava trabalhos de amadores e com distribuição gratuita aos associados, era bimestral e foi publicado entre 85 e 87.
Além do Clube do Mangá, os associados recebiam o fanzine Quadrix, editado por Worney, atual presidente da AQC, mas era uma edição especial, com inserção de páginas especiais da Abrademi. Ambas as publicações hoje estão arquivadas no Museu da Dieta Japonesa, em Tokyo, num compartimento que resistirá até a uma bomba atômica!
Em 1985, Sonia Luyten e Noriyuki, então presidente, reuniram-se com a Associação Profissional de Mangá do Japão para estabelecer intercâmbio, além disso, visitaram a Kodansha e participaram do Encontro Nacional de Editores. No ano seguinte, a Abrademi coordenou a ala brasileira na exposição internacional de quadrinhos, realizada em Osaka.
Para dar um bom exemplo para os mais jovens, a diretoria autorizou a doação de verba para entidades beneficentes. Esse ato continua sendo repetido todos os anos, quando a Abrademi destina toda arrecadação de uma aula para uma determinada entidade. Já foram beneficiados: Bunkyo, Fundo do Terremoto de Kobe, Abeuni, Hospital Santa Cruz, Kodomo-no-Sono (entidade que cuida de deficientes mentais) e o Projeto Serra Negra da própria Abrademi.
O Projeto Serra Negra surgiu de um trabalho comunitário feito pela Abrademi em 1993, num orfanato municipal daquela cidade. A ideia foi amadurecendo e deverá entrar em prática em breve. O Projeto é coordenado pela diretora social e professora Marly Kamiyama.
Projeto Ano 2000 é um outro trabalho em andamento. Visando formar líderes para o futuro, o Projeto é formado por reuniões, debates e estudos. Desse projeto surgiu o Curso de Integração para Novos Associados, realizado anualmente.
Em 1996 foi realizado o Concurso de Mangá Abrademi Contest, o primeiro do Brasil. E no mesmo ano foi realizada a MangáCon, Convenção Nacional de Mangá e Animê. A introdução do karaokê, do shows de dubladores, da exposição de posters e esculturas, e de apresentações de taikô, kendô e softbol, são inovações da Abrademi, enquanto que em eventos similares no exterior a principal atração é a exibição de vídeos. No ano passado foi introduzido o baile de encerramento, AnimeDance.
Também no ano passado teve início o intercâmbio com o grupo Fruits Basket Club e o fanzine Raruasu, do Japão.
Este ano, além do seu Concurso de Mangá, a Abrademi está lançando o Concurso de Desenho pela Paz.
Trabalhando sempre com seriedade e sem depender de ninguém, a Abrademi cresce cada vez mais e comemora seus 15 anos com muita alegria.
Parabéns a todos os associados !
A Abrademi,
Parabéns pelo site. Estou fazendo uma pesquisa sobre histórias em quadrinhos, vocês poderiam me fornecer a arte do poster da HQMix 1995, pode ser digital mesmo. Outras fotos desse evento também seria ótimo.
Obrigado,
Fabio Marques.
http://www.super-homem.com
farm1974@gmail.com
Caro Fábio. Devemos ter fotos do evento, mas não lembro do cartaz do HQ Mix 95. Você já procurou os organizadores do HQ Mix?
A Abrademi,
Os organizadores do HQ Mix 95 não tem o poster para disponibilizar.
Vocês tem mais fotos do evento?
Até mais,
Fabio Marques.
Muito bom saber sobre o inÃcio da história dos animes e mangás no Brasil. Pesquisando em várias revistas antigas, sempre tem a citação da ABRADEMI e da loja/editora Animangá. Parabéns a todos e principalmente a professora Sonia Luyten a qual tenho o prazer de conhecê-la.
Olá tudo bem? Conheço o Kussumoto e Ataíde Braz, e estava perguntando pra eles sobre MICHIO YAMASHITA um grande ilustrador, e me disseram que não tinham notícias dele. Me falaram que vc por terem trabalhado juntos na Abril poderia saber. Os Michio eram sensacionais vc sabe o que aconteceu? tem notícias de Michio???
Nós tentamos localizar o Michio faz uns 10 anos, mas ninguém tinha informnação sobre ele, nem mesmo os amigos dele.